INTRODUÇÃO

“a história é um pesadelo do qual estou tentando acordar” - Stephen Dedalus, personagem do livro “Ulisses” de James Joyce.

“na mais modesta hierofania transparece um eterno recomeço, um eterno retorno a um instante primordial, um desejo de abolir a história, de apagar o passado, de recriar o mundo”.
Mircea Eliade, "Xamanismo e as técnicas arcaicas do êxtase"

Tentando resumir ao máximo esse assunto suscitado pelo nome do blog, a história é simplesmente a estória do homem profano, deconectado da natureza e do cosmos, do homem que violenta à si mesmo para poder conviver com a violência. A história surge de um desequilíbrio, que deu no que vemos hoje.
Mas o que chamamos de profano é apenas uma mancha, uma sujeira que se instalou na nossa radiância.
A trans-história nada mais é que a superação desse desequilíbrio, é o retorno ao essencial, ao natural, ao cósmico; ao sagrado que naturalmente surge quando nos purificamos/nos desfazemos da ilusão do profano - que no final das contas, é só uma manchinha, uma miragem projetada, que turva a percepção da OMnipresença Incontestável.

Nesse espaço, compartilharei Informações, Visões e pesquisas que nos impulsionam à esse Equilíbrio.

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

ARTIGOS

BRECHA NO CONSENSO

BEM-VINDOS A ESSA BRECHA POR ONDE O SONHO PODE SE INFILTRAR

há uma revolução acontecendo,
aqueles que fazem parte já não tem a menor dúvida,
aqueles que não fazem , nem sequer suspeitam.
estou aqui para compartilhar informações e experiências,
informacões que a mídia medíocre nunca irá divulgar
e experiências que o consenso não permite.
o êxtase, a poesia, o assombro, o amor.


A poesia é a religião original do homem

escreveu novalis, poeta romântico alemão.

quando a religião perdeu a poesia, se transformou em polícia, e quando a poesia deixou de ser uma experiência religiosa, de re ligação, re conexão com partes desconhecidas de nós mesmos, com as forças naturais e com o mistério, ela se tornou anêmica e demasiado humana ( egocêntrica ).

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nos roubaram a eternidade

temos nome data imagem

identidade

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eles dizem que o sol causa câncer

eu digo que o sol causa êxtase

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o poeta-vidente conhece através das vísceras
através do navio violeta das Visões

seus poemas são mapas, guias,
batedores avançados, estímulos à viagem.
cristais magnetizados no desconhecido.

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poema

sutileza marcial
delicadeza aprendida nas tormentas da guerra
paciência cultivada nos campos de batalha
doçura resgatada das lutas cáusticas

embate sagrado

agonia
agón

guerra florida
que te faz entrar
em sintonia

“Conhecerás a árvore pelos seus frutos”


Sentença tão simples, tão repetida e tão pouco SENTIDA e aplicada (como toda sabedoria simples).

Um dia desses ao passar meus olhos sobre um jornal, li que apenas nas cidades do Rio e São Paulo, foram cometidos quase 10.000 homicídios durante o ano de 2007.

Isso “apenas” no Rio e São Paulo... e apenas mortes por homicídios... sem contar as outras.

Quais são os frutos de nossa civilização? Penso que as pessoas estão tão envenenadas por esses frutos que nem mesmo conseguem formular essa pergunta. Os frutos de nossa civilização são frutos de violência, morte, destruição fútil; frutos de doença, mentira , crueldade e entorpecimento. E se nós não estivéssemos entorpecidos por esses frutos que temos consumido e produzido há eras, não suportaríamos sequer prová-los.

Uma outra verdade simples – uma árvore produz sempre os mesmos frutos. Uma pitangueira sempre dá pitanga, nunca dará limão ou manga. Uma árvore produz sempre os mesmos frutos. Isso é bom lembrar, já que as tentativas de “solução” não passam de podas ou de esforços para enfeitar a árvore, como fazem com árvores de natal. Essa árvore babilônica produzirá sempre frutos contrários à VIDA, não importa o quão enfeitada esteja.

Além de produzir esses frutos nefastos, a árvore está apodrecida e está caindo. E as pessoas desesperadas se perguntam o que fazer. O que fazer? Nada, ou melhor, nada em relação à essa árvore, deixar cair.Ela vai cair, está caindo e aqueles que se agarrarem a ela cairão junto. O que fazer? Plantar novas árvores, experimentar novos frutos. Existem muitas outras árvores e aqueles que conhecem seus frutos (e serão sempre os mesmo frutos) afirmam que são maravilhosos – frutos de Amor, êxtase, cooperação, sabedoria, poesia, arte e alegria.


escrito em novembro de 2008


sobre a cura


Nossa sociedade está doente.
Acho que ninguém com o mínimo de lucidez discordaria disso.
Mas estamos doentes de quê?
dentre as inúmeras respostas possíveis,
digo que nossa doença chama-se estagnação dimensional.
Somos multidimensionais,
Fomos feitos para fluir nas inúmeras faixas do espectro da Existência,
porém ficamos pesadamente fixados em uma estreita porção de nossas possibilidades.
E adoecemos. O que no xamanismo é chamado de perda da alma.
Nossa sociedade perdeu sua alma, e sem alma/coração, a vida se torna rígida e opaca,
entediante e violenta, angustiante e frustrante.
Sobrevivência necrosada.

Hoje em dia muito se fala de cura,
mas vejo que a maioria de nós não imagina o quanto estamos doentes
e o que significa curar-se, o que significa recuperar a alma e despertar o coração.
não pode haver verdadeira cura no senso comum.
a verdadeira cura passa necessariamente pela cura do senso comum.

a cura é o retorno ao sagrado, ao nosso âmago silencioso.


escrito no ano de 2008

2 comentários:

  1. Que Legal Pedro.
    Está rico o blog com esses temas. Beleza as imagens. Vou estar sempre dando uma olhada.
    Um abração amigo.
    Luara Lobaz

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  2. As discussões que suscita são muito importante, do meu ponto de vista. Interessantíssimo!!

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